epifania musical

a gente tem tanta coisa pra dizer, mas acaba não dizendo nada, né?

ontem no carro eu estava vivendo um momento de verdadeira epifania, agradecendo à Deus e ao mundo por todas as graças que tenho recebido e pedindo para que eu conseguisse valorizar esses momentos, porque o que tenho mais feito ultimamente é valorizar os ruins e me preocupar com os que podem vir a acontecer. e então ontem, depois de meses, eu estava feliz. feliz da vida. cantando skank no carro.

de alguma forma, eu lembrei do b.m, meu primeiro amor (? ou teria sido o k.? ou o a.?), enfim, whatever, eu lembrei do dono do meu primeiro beijo e do quanto escutávamos skank naquele meu diskman da phillips. o quanto que aquelas músicas começaram a fazer sentido naquela época, o querer gostar de alguém, mais até do que gostar. mas acho que eu gostei mesmo. de qualquer forma, estava nesse momento gostoso lembrando de como não sabemos absolutamente nada da vida, quando pensei que talvez o meu amor, ali no banco ao lado, enquanto segurava o volante, também podia ter os mesmos pensamentos voltados para outra pessoa. pior ainda, podia estar pensando na ex. eu tenho calafrios toda vez que penso na ex – sim, logo no começo do nosso relacionamento, ele terminou comigo me dizendo que não estava sendo justo, pois ainda pensava nela. acho que vou acabar escrevendo sobre isso por aqui, mas tem que ser em outro momento, porque se não, acabo ficando mal – e me deu siricutico pensar que eles podem ter ouvido aquelas músicas e feito planos e blábláblá.

ser humano é um bicho egoísta. talvez não todos (mostrem). por exemplo, eu sou um pouco, mas escondo de todo mundo, a começar por mim mesma. achei ok lembrar do b.m ali no carro, mas quase abri a cabeça do meu noivo pra arrancar possíveis pensamentos para a ex. e talvez ele nem estivesse pensando. provavelmente não, até. ele começou a valorizar skank por minha causa. provavelmente ele lembrou dela escutando outras músicas que pra mim não dizem nada. e ontem mesmo, lembrando do b.m enquanto ouvia “e se eu não posso ter, eu fico imaginando…” nem era de todo mal, era só uma lembrança gostosa de um passado que já foi e é ainda melhor porque eu não quero de volta. é por isso que sou uma egoísta enrustida. eu até vejo meu pior lado de vez em quando… mas prefiro esconder e apontar o ângulo errado do outro.

vai me entender.

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